Estou em busca de uma postura generosa, um ato humano.
Generosidade e desapego... o que mais ficou da vida nos últimos anos. Nada a ver com coisas de '"boazinha". É coisa de buscar um outro olhar sobre a vida, uma nova atitude que dê conta da vibrante dinâmica do universo. Agregando o estranho. Tornando familiar o estranho. E desapegando-se do familiar, estranhando e desnaturalizando o familiar. Abrindo mão do familiar que não tem mais lugar no nosso dia a dia, no nosso mundo.
Bom saber que não levei umas porradas a toa. Que as perdas não foram em vão. Que as perdas foram prá ganhar. Isso eu sabia. Mas hoje sei também que elas foram prá me tornar mais leve. Me fazer mais livre. Me tornar um pouco mais plena. O suficiente prá reconhecer o sabor da vida. Da dádiva e do quanto ela pode potencializar. Curar em horas sem fim. Não, não tão plena que não esteja sujeita a mais porradas e perdas...demasiadamente humana...
...E prá passar a frente. Deixar um tanto de coisas por aí, no mundo.
Bom pensar o quanto a dádiva pode nos ajudar a encontrar caminhos...que a vida vibra e ganha em horizonte quanto mais se doa, se troca, e mesmo se perde.

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