sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Deslocando



...muito pouco vejo desta janela; daqui meu olhar não atravessa concretos; não vejo o mar, nem o infinito; vejo os conflitos que separam e aprisionam a todos; daqui vejo uma infância tragada por sonhos e esvaziada por perdas; uma juventude fugidia e grave, imersa na dor das perdas; daqui reinterpreto um passado e recupero doces rituais, uma inocente criança, um certo gosto exagerado de doce, um firme e necessário aprendizado de vencer o medo e encarar o amargo da vida.

daqui volto, de uma janela estreitada, uma alma em expansão, procurando dentro, tudo que me trouxeram de fora.

ingressando na primavera de 2011

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