...era uma vez o lugar de um nada, onde sonha-se verde
Poderia ser simplesmente um lugar vazio, onde os
motoristas param seus carros, porque eles precisam estacionar em algum lugar.
Ou poderia ser o lugar dos cachorros descansarem e fazerem suas mais naturais
necessidades porque, como sabemos, cachorros tem também necessidades que não são
naturais. Embora nunca vi cachorros pousando soltos ali, porque naquele lugar parece que
há sempre alguém para acalentar um cão perdido. Ah, sim, poderia ser o lugar do
entulho, ou do lixo, que não são muito naturais. Embora por ali faça um pouco parte da paisagem, apesar de muitos tentarem fazer diferente.
Mas acontece que este nada vai se tornando alguma coisa. Das
ideias, das mãos, do entre mãos de alguns vai se tornando um lugar que pode ser
um tudo. Ali bem pertinho de uma escada destroço que o PAC deixou no abandono,
mostrando que algum dia alguém morou ali e perdeu sua casa. Ali, bem próximo desta escada que levava rumo ao nada
mas que Mario Bands, um dos tantos artistas dali, transformou em obra de arte.... ah, ali, bem
pertinho, na Central, vai se desenhando um praça.
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| Os homens da pá e das picaretas, Instituto Raízes em Movimento |
Enquanto alguns na calada da noite, tramam, negociam e mudam leis, com mãos que se entrelavam na sujeira. Outros, bem mais fortes, que muitas vezes partem do nada, constroem na clareza da manhã e do espaço público. Ali, de armas em punho – picaretas, pás, mudas de plantas, pneus etc...- se tece um possível amanhã, um mutirão para simplesmente ser feliz. Sonha-se verde neste lugar.
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| Dia 18 de julho - Inauguração da Praça Verde, na Avenida Central, em frente ao Raízes em Movimento |




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